quinta-feira, 30 de março de 2017

Um chamado

O sujeito quando acordado se depara com aquilo que sente em seus sentidos sensoriais e lhes atribui o ser real. O que é real, indiferente de princípios ou conceitos, sente o sujeito nessa experiência. O real circunscreve o sujeito nas ações e reações deste fato indubitável. As ações serão gestos baseados no senso que o sujeito possui. Sua reação será o ato posposto frente à colisão de seu senso do real; tendo em vista a retificação da veleidade de seu siso ou consenso de seus primeiros atos. Aqui indefere as posições tomadas do indivíduo em questão. O que está colocado é: o que será evocado no e do sujeito independente do desfecho em sua experienciação?

sexta-feira, 24 de março de 2017

O julgamento

Não julgue!
Se você estiver julgando não julgue a si mesmo por causa disso!
Abstenha-se de qualquer pensamento de julgamento!

Entretanto, para não julgar seu próprio julgamento você precisa julgar de alguma maneira que está cometendo um julgamento.

Há como pensar e não julgar?
Viver e não julgar?
Não julgar?


Julgue!

terça-feira, 14 de março de 2017

O problema¹ do sofrimento

Pode-se perceber o sofrimento como ferramenta indispensável para dar forma à pessoalidade de um indivíduo. Sim, o sofrimento na existência é irrevogável. Então, podemos concluir que seu valor no processo de formação do indivíduo também o é. Tendo a conclusão partiremos agora para uma compreensão na prática. Daremos um autodirecionamento a nós mesmos mediante a indução do sofrimento. Vindo a alegria, ou qualquer sensação benéfica aparente, iremos suprimi-la. No lugar dela induziremos nossa variável direcional para o crescimento e desenvolvimento pessoal: o sofrimento. Mas há um “porém” nesse procedimento. O sofrimento que se induz não é sofrimento, é masoquismo. O sofrimento não pode ser previsto por limitações inerentes a humanicidade. O ser humano é um ser sofrido, mas seu sofrimento não é dependente de sua própria manipulação, pois sofrimento que se sabe ter e que se atribui a si mesmo não é sofrimento real, é realidade de algo que se sentirá e terá controle. De fato, algo que se sente é o sofrimento, mas controle não soa bem ao lado deste. O que se controla não pode ser justaposto ao sofrimento, já que este o indivíduo que sente o sentirá como mal sobre si.


¹Problema: o sentido na postagem é de problema científico.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Não tão linear

Quando penso em desenvolver uma atividade, aprender algo ou até planejar minha vida reluto em ter em mente um desenvolvimento destas tarefas e pensamentos de modo não linear. Penso que tudo possa ser atribuído do ponto A ao ponto B de forma clara e precisa assim como bons livros didáticos ou até mesmo exposições precisas de grandes oradores. Sim, em minha mente há essa necessidade de ordem como em uma folha em branco somente com os números dos tópicos a serem descritos e uma caneta na mão. Bom, mesmo com todo esse cenário não consigo ser ordeiro com estes pensamentos de ordem que em mim são concebidos.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Público e privado

Observando um pouco não é muito difícil perceber que há uma disparidade no que as pessoas são em público (em maior número) e o que são na vida privativa (sós ou em menor número). É humano ter essa diferenciação, intimidade para o público, pois Jesus teve mesmo não sofrendo influência do pecado em si mesmo. Mas Jesus em público compartilhava ideias reais, a respeito de si, do Pai, do mundo e das pessoas, já na intimidade ele compartilhava sua alma (geralmente tão transparente que mostrava aquilo que é além do que os olhos poderiam ver - a transfiguração; em suas mais profundas angústias e dores, no Getsêmani). No entanto, nos humanos que sofrem a influência do pecado, desde o ventre, é comum ver uma grande diferença entre o público e o restrito, e tal diferença é pecaminosa, pois faz com que o discurso às grandes multidões não sejam evidenciados na intimidade, e vice-versa, ao contrário do que ocorreu com Jesus que um momento confirmava o outro. O que realmente se entende é que o anseio em transparecer o que não é em prol de uma ideia que segue, quer seja religiosa, política, ideológica ou cosmológica, é mais importante do que mostrar o que realmente é apesar das ideias que acredita - manutenção de um padrão histórico em detrimento da verdade do ser. Logo, pensamos que o que acreditamos necessita de nossa defesa verbal para existir, mesmo que isso não confirme o que realmente somos e vivemos!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Um “ser humaninho” chamado Ego

Meus desabafos são quase todos assim: “ ... ” (Silenciosos) – Percebe-se o quão profundos são?

Quando perguntado se estou bem pelos mais chegados, ou aqueles que querem desenvolver um real nível de amizade, quase sempre esta é a minha resposta: “Tudo bem.” Não há nada demais que seja sucinta e positiva a resposta a essa pergunta, no entanto, quando o sentimento pede a mais resumida e negativa das frases: “Não.”, a anterior continua sendo a minha resposta e tornando-se assim, além de uma mentira, o empecilho ao desabafo.

É possível encontrar a causa desse problema na ideologia pós-moderna que impulsiona o homem a pensar e se posicionar em qualquer aspecto da vida por meio da subjetividade, ou seja, “Eu penso assim, você de outra forma e cada um tem o seu ponto de vista.” Por sua vez, este “Não há verdade absoluta” tem nos levado a ser demasiadamente egocêntricos e relutantes a qualquer opinião contrária a nossa. Sendo assim, o temor de ser desmentido e confrontado me torna fechado à prática da confissão de meus conflitos e pecados, visto que isso abalaria meu muro de ideias subjetivas.

A Igreja Cristã contemporânea não está fora do mundo e consequentemente sofre os efeitos desta mentalidade pós-moderna que nos cerca. Facilmente podemos ver o rápido crescimento de crenças próprias em seus membros e ai daqueles que os confrontarem. As falas geralmente são assim: “Isso é pecado para você, não para mim e cada um pensa de uma forma.” Percebe-se a semelhança da frase que rege a subjetividade deste século? Essa é uma realidade antiga, no entanto, com uma nova roupagem, pois outrora Deus enviava profetas e apóstolos para exortar Seu povo a se voltar para a verdade. Mas como irão se voltar à verdade se ela não existe? O resultado desses cacos ideológicos no corpo de Cristo é a falta de um sincero relacionamento com Deus e com os irmãos.

Quem não conhece algum casal que por tantas mentiras por parte de um dos cônjuges se separaram? Há pessoas que chegam a adoecer com tantas mentiras. De fato a mentira destrói relacionamentos. Já a verdade cria pontes entre estes. Esta mentira de que não existe para o homem verdade absoluta a que possa se apegar e confiar só adoece e o leva a eterna morte. Cristo é a verdade, a ponte do relacionamento entre Deus e os homens e a eterna vida. Então, pelo o quê podemos nos guiar e ser instruídos verdadeiramente? Por Jesus, o Filho de Deus, é por intermédio dEle que Deus nos fala hoje e de maneira plena em Sua Palavra, a Bíblia Sagrada (Hebreus 1:2).

A respeito da confissão, o que Deus me diz?

“Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Tiago 5:16.”

Como é difícil praticar a confissão, digo por mim mesmo!

Mas Jesus me mostra que, ao contrário de mim, é sincero e já viveu aqui na terra e Sua expressa Verdade custou-Lhe a vida para a minha purificação (Hebreus 1.3). Que Deus tenha misericórdia de mim (um "ser humaninho" egocentrista) para praticar esta graça da confissão com meu irmão/amigo, pois custou-Lhe caro nos unir para ser Sua família.